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quarta-feira, 12 de maio de 2010
Histórias de amigos (as) inesquecíveis
Eu e minha amiga Dulce estávamos visitando parentes dela quando o casal (donos da casa) iniciaram uma briga feia. O marido descobriu que a mulher o estava traindo com o caseiro e dizia em voz alta que ia matá-la. A mãe da minha amiga era sua tia e sabia onde ele costumava guardar o revolver que possuía. Antes que ele fosse ao quarto ela pegou a arma e entregou na nossa mão pedindo para que nós duas nos escondêssemos bem longe dali. Eu, por ser mais velha, (estava com doze anos e Dulce tinha onze) peguei o revolver, coloquei dentro da blusa e saí correndo enquanto a Dulce me seguia. Já distante e num local deserto paramos e fomos observar a arma. Eu vi que estava carregada e travada, mesmo assim tratei de segurá-la com cuidado. Era fã dos filmes de Bang-Bang e me achava “expert” em armas...Dulce não frequentava cinema e quando o fazia era para assistir filmes românticos ou infantis. Num dado momento ela me pediu para segurar a arma um pouquinho e eu, cansada da corrida entreguei a arma na mão dela e sentei-me na grama para descansar. De repente ouvi um estalido e me virei: Dulce havia destravado a arma e com o cano da mesma encostado ao peito, fazia menção de puxar o gatilho! Apavorada, dei um pulo em sua direção e consegui tirar (com cuidado) a arma da sua mão. Por precaução (e ainda tremendo pelo susto) descarreguei o revolver e joguei as balas dentro de um riacho próximo dali. Ficamos por ali até o entardecer e quando voltamos para casa os ânimos haviam se acalmado e tudo estava bem. A paz voltou a reinar entre o casal. Para todos os efeitos, a mãe da Dulce é quem havia retirado e escondido a arma. O rapaz (marido traído) nunca soube da nossa participação no caso. Para nós duas, no entanto foi um dia difícil e inesquecível que poderia ter se transformado numa tragédia graças a ingenuidade e a curiosidade da minha amiga. Coisas da vida. Infelizmente, nem sempre estamos preparados para esse tipo de eventualidade e o acaso quando acontece, pode nos levar a rir ou a chorar. Felizmente no nosso caso, ficou apenas a lembrança e a cumplicidade amiga compartilhada.
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